24 de jun. de 2009

Como são descafeinados o café, o chá e a cola?



A cafeína surge naturalmente em mais de 60 plantas, incluindo:

* a planta arábica, que produz grãos de café;
* a árvore de cacau Theobroma, que produz as sementes que são o ingrediente primário do chocolate;
* nozes kola, utilizado em muitas bebidas de cola;
* a planta Thea sinensis, onde as folhas são usadas para chás.

Quando separada de suas origens, a cafeína é um pó branco de gosto amargo. Para maiores informações sobre a cafeína, veja Como funciona a cafeína.

Muitos processos ão usados para remover a cafeína de suas origens naturais, como os associados:

* ao cloreto de metileno;
* ao acetato de etila;
* ao dióxido de carbono;
* à água.

Cloreto de metileno é uma substância usada como solvente para extrair a cafeína de várias matérias-primas. Moléculas de cafeína se ligam a moléculas de cloreto de metileno. Os materiais são suavizados em um banho de água ou evaporados. O próximo passo é processar os materiais com cloreto de metileno através de dois métodos:

* usando o método "direto", a cafeína é removida pela direta absorção de materiais em cloreto de metileno;
* usando o método "indireto", a cafeína, que é solúvel na água, é extraída pela absorção de materiais em água. Muitos dos sabores e óleos são também extraídos durante este processo, então a solução é tratada com cloreto de metileno e depois devolvida aos materiais para reabsorção dos aromatizantes.

O processo de acetato de etila produz a chamada "extração natural de cafeína", pois ele é um elemento químico encontrado naturalmente em muitas frutas. A cafeína é extraída da mesma forma como no processo de cloreto de metileno, porém o acetato de etila é o solvente.

Para extrair a cafeína usando dióxido de carbono (CO2), materiais são "cozidos sob pressão" com o gás em água filtrada. Em altas pressões e temperaturas, o dióxido de carbono está em estado super crítico, agindo ao mesmo tempo como um gás e um líquido. Isto se torna um solvente com moléculas pequenas e não polares atraindo as pequenas moléculas de cafeína. Uma vez que as moléculas de sabor são maiores, elas permanecem intactas, o que faz com que este processo mantenha mais o sabor dos materiais.

A extração de cafeína através da água é usada primariamente para a extração de cafeína do café. O processo é similar ao método "indireto" usado no processo de cloreto de metileno. Depois que a cafeína é separada dos materiais através de enxágüe em água quente por um período de tempo, a solução então é passada através de um filtro de carbono para a remoção de cafeína. A água é então retornada aos poucos para a reabsorção dos sabores e óleos. No processo da Swiss Water, o mesmo método é usado, mas ao invés de água, os grãos são enxaguados em uma solução com sabor de café. O resultado é que a cafeína é extraída sem a remoção dos sabores do café.

A cafeína não é removida completamente e não usa nenhum destes métodos, mas sob os regulamentos federais dos Estados Unidos, os níveis de cafeína não devem exceder 2,5% do produto para ser rotulado como "descafeinado".

A maior parte da cafeína removida nos processos é fabricada para uso em outros produtos, tais como remédios e refrigerantes. Por exemplo, menos que 5% da cafeína encontrada em refrigerantes a base de cola são realmente de nozes kola, e vários refrigerantes de "alta cafeína" não contêm nozes kola. A cafeína contida nos refrigerantes é principalmente resultado da adição de cafeína extraída do processo de descafeinação.

Disponível em: http://lazer.hsw.uol.com.br/

14 de jun. de 2009

Como fazer um café Coado






O video da dicas de como fazer um café Coado.

Como fazer na máquina de café Expresso.







Os videos dão dicas de como fazer um café na sua máquina de café expresso.

26 de out. de 2008

CAFÉ DE MERDA - GLOBO RURAL (Vídeo)

O café( Kopi Luwak brasileiro ) que é digerido e depois eliminado em forma de fezes é utilizado para fazer um tipo de café muito exótico, veja o vídeo da reportagem que saiu no globo rural.

Parte - 1


Parte 2

9 de jun. de 2008

O que define um bom cafezinho?



Sentar e pedir um café é simples, mas pedir O CAFÉ, é difícil!

1)Primeiro é preciso saber qual café melhor lhe agrada. Para isso é preciso se preocupar com a torra. O café bem torrado é classificado como "Extra Forte"(nada tem a ver com força), este é um café mais amargo e o pó tem uma coloração escura. Já o Café de torra "Media" tem uma coloração mais clara e um sabor mais caramelado. Por isso quando for comprar seu café procure ver que tipo de torra ele se enquadra.

2)Coado ou expresso? o café coado é geralmente mais fraco, pois está mais diluído em água. Já o expresso é mais concentrado dando um sabor bem pronunciado a bebida.

3)Com ou sem leite? Agora é com você, preocupe-se, caso queira com leite, em pedir com maior ou menor parcela de café.

4)Cuidados! As maquinas que mantém o café em banho maria geralmente não são uma boa escolha, de preferência ao café feito na hora.

5)Atenção!! O pó do café quando novo tem um cheiro intenso e agradável, se não for conservado em um lugar seco certamente mudará o cheiro e terá um gosto diferente. Por isso muitos usam um moedor de café.

Sobre Café e Cigarros (Filme)




Sobre o filme:

O diretor Jim Jarmusch (Ghost Dog) leva às telas uma série de 11 curtas em que pessoas discutem os mais diversos assuntos enquanto tomam um café e fumam cigarros. Com Bill Murray, Roberto Benigni, Cate Blanchett, Alfred Molina e Steve Buscemi.

seta3.gif (99 bytes) Ficha Técnica
Título Original: Coffee and Cigarettes
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 96 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2003
Site Oficial: www.coffeeandcigarettesmovie.com
Estúdio: Smokescreen Inc. / BIM
Distribuição: Metro-Goldwyn-Mayer Distribution Corporation / United Artists / Filmes do Estação
Direção: Jim Jarmusch
Roteiro: Jim Jarmusch
Produção: Jason Kliot e Joana Vicente
Fotografia: Tom DiCillo, Frederick Elmes, Ellen Kuras e Robby Müller
Desenho de Produção: Dan Bishop, Mark Friedberg e Tom Jarmusch
Direção de Arte: Laura Chariton e Tom Jarmusch
Edição: Jim Jarmusch, Terry Katz, Melody London e Jay Rabinowitz


seta3.gif (99 bytes) Elenco
Roberto Benigni (Roberto)
Steven Wright (Steven)
Steve Buscemi (Garçom)
Iggy Pop (Iggy)
Tom Waits (Tom)
Joseph Rigano (Joe)
Vinny Vella (Vinny)
Vinny Vella Jr. (Vinny Jr.)
Renee French (Renee)
E.J. Rodriguez (Garçom)
Alex Descas (Alex)
Isaach De Bankolé (Isaac)
Cate Blanchett (Cate / Shelly)
Mike Hogan (Garçom)
Jack White (Jack)
Meg White (Meg)
Alfred Molina (Alfred)
Steve Coogan (Steve)
Katy Hanz (Katy)
Bill Murray (Bill Murray)
William Rice (Bill)
Taylor Mead (Taylor)
Cinquée Lee (Gêmeo malvado)
Joie Lee (Gêmeo bondoso)



seta3.gif (99 bytes) Sinopse
Série de 11 curtas-metragens sobre diversos personagens que, bebendo café e fumando cigarros, discutem os mais variados temas, tais como picolés com cafeína, Abbott & Costello, a ressurreição de Elvis Presley, a forma correta de se preparar um chá inglês, as invenções de Nikola Tesla, desentendimentos familiares, Paris nos anos 1920, rock, hip hop e o uso da nicotina como inseticida.

seta3.gif (99 bytes) Trailers
- Clique aqui para ver o trailer.

seta3.gif (99 bytes) Premiações
- Recebeu uma indicação ao Independent Spirit Awards de Melhor Atriz Coadjuvante (Cate Blanchett).



seta3.gif (99 bytes) Curiosidades
- Sobre Café e Cigarros foi rodado em um período de 17 anos. O 1º curta, estrelado por Roberto Benigni e Steven Wright, foi rodado em 1987. Já o curta estrelado por Iggy Pop e Tom Waits foi rodado em 1992.


- Exibido na mostra Panorama do Cinema Mundial, do Festival do Rio 2004.



8 de jun. de 2008

O que as pessoas fazem com o resto de café?


Sabe aquele resto de café que ficou no buli? Os dois dedinho de café que ficaram no copo e você relutou em jogar fora? O que fazer?

Opções:

1)Fazer cubos de gelo.

2)Colocar na geladeira e tomar bem geladinho no dia seguinte.

3)Misturar com álcool e fazer um drink louco.

4)Jogar no vaso sanitário para deixar o aroma do café no banheiro.

5)Regar as plantas.

6)Trabalho de colégio, envelhecendo papel.

Os tipos de Café Brasileiros



Os tipos de Café Brasileiros

"O Brasil é o maior produtor mundial de café e o segundo maior consumidor", diz Rodrigo Branco Peres, que dirige o Café do Centro ao lado do primo Rafael. "Tem clima, altitude, tipo de solo e topografia que nos permite ter, em diversas regiões do País, todos os tipos de café produzidos no mundo; assim, achamos que esta divisão por região expressa bem a qualidade do café brasileiro

"As diversas regiões produtoras de café no País, dependendo do clima, da altura de cultivo e até do tratamento posterior à colheita, produzem uma enorme variedade de tipos e qualidades de café", explica. "Assim como o vinho, o café é marcado pela diversidade de aroma, sabor, corpo e acidez e nossa nova linha quer identificar estas diferenças"

Regiões Cafeeiras

Entre as seis regiões que compõem a nova linha do Café do Centro, o produto do Sul de Minas é identificado pelo aroma frutado e alta acidez. É um café medianamente encorpado, com um aftertaste prolongado. Já o café do Cerrado Mineiro tem aroma achocolatado, é de médio corpo e apresenta acidez normal. A área da Mogiana Paulista produz um café bastante encorpado com aroma frutado. Os cafés desta região são marcados também pelo equilíbrio entre doçura e acidez.

Os cafés produzidos no norte do Paraná proporcionam uma bebida extremamente encorpada, com amargor acentuado, aroma caramelizado e acidez normal. O estado da Bahia, o mais novo produtor de cafés especiais do Brasil, produz uma bebida muito suave, levemente achocolatada, sem corpo e com notável acidez.

Os cafés provenientes do Espírito Santo têm aroma levemente caramelizado e apresentam sabor pouco adstringente. O café é pouco encorpado e tem acidez regular. Para garantir a qualidade, o Café do Centro usa também os serviços de testes e análises do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), de Campinas.

17 de jan. de 2008

O Café e o Sono


O ciclo sono-vigília é uma constante biológica normal
e natural de todo ser humano. Um indivíduo não
sobrevive sem o sono e sua vida é bastante
prejudicada por distúrbios do sono




Mais de 25% da população adulta do mundo civilizado
possui distúrbios do sono, como hiperssonia (51%), insônia
(31%), parassonia (15%) e modelo desorganizado e variado
de sono (3%). Quase um terço dos adultos apresenta
insônia durante a vida, e a metade destes apresenta
problemas que exigem cuidados médicos. A insônia pode
ser transitória e de curta duração, ocorrendo por alguns
dias. Isto costuma ocorrer devido a situações estressantes
agudas, como perdas, crises familiares e pessoais,
problemas financeiros, ou quando o ritmo circadiano é
prejudicado por viagens aéreas intercontinentais.
A insônia de longa duração, que persiste por meses ou
anos, decorre mais comumente de problemas psíquicos,
como ansiedade crônica, depressão, abuso de álcool ou
drogas, distúrbios específicos como apnéia do sono ou
mioclonias noturnas (contrações abruptas, repetitivas e
rítmicas de flexão dos membros inferiores que provocam
despertar) e a síndrome das pernas inquietas (sensação
desconfortável dos membros inferiores, tipo queimação).
Os distúrbios do ciclo sono-vigília tendem a aumentar nos
centros industrializados, em especial nos trabalhadores de
turnos variáveis, que se submetem a mudanças periódicas
e bruscas dos horários de sono. Como o relógio biológico
é lento em se adaptar à mudança, ocorrem distúrbios
de vulto no sistema nervoso central, com cansaço e
sonolência excessivos. Há também maior risco de úlcera
péptica, gastrite, hipertensão arterial e acidentes de
trabalho. A sonolência diurna ou hiperssonia afeta de
1% a 4 % da população. Suas principais causas são a
narcolepsia, a síndrome da apnéia do sono, a insuficiência
de sono noturno e a hiperssonia idiopática.
A síndrome narcoléptica é caracterizada por quatro
componentes: crises de sono, cataplexia, alucinações e
paralisia do sono, os quais podem ocorrer de forma isolada
ou conjunta, sendo os ataques diurnos de sono a principal
queixa. O problema começa na adolescência ou na vida
adulta e parece ser um problema genético, havendo uma
anormalidade no metabolismo das aminas cerebrais.

O quadro de sonolência excessiva se inicia em torno dos
20-30 anos de idade. Após despertar com boa disposição
e alerta, em duas a três horas o indivíduo precisa cochilar,
quase de forma irresistível, com prejuízo no trabalho,
no estudo ou mesmo com acidentes de trânsito.
É comum haver o rótulo de muito cansaço, de preguiça
ou de excesso de trabalho.
Na cataplexia ocorre perda do tônus muscular de forma
repetitiva, parcial ou generalizada, durando segundos ou
minutos, sem alterações da consciência e sem movimentos
anormais. Na paralisia do sono há uma impossibilidade de
se mover por segundos logo ao despertar de cochilos ou
do sono noturno. Há alucinações descritas como sonhos
vívidos, quase reais, que surgem logo ao adormecer.
A apnéia do sono é uma anomalia potencialmente letal
em que ocorre uma parada da respiração por 10 segundos
ou mais, podendo o episódio ocorrer em torno de 100-200
vezes durante o sono noturno. A apnéia pode se dever a
um problema obstrutivo da vias aéreas superiores, a uma
anomalia central ou ter formas mistas. É mais comum em
pessoas obesas e com doença pulmonar obstrutiva crônica,
sendo usual a queixa de roncos e agitação durante o sono
(episódios de apnéia seguidos de breves e despercebidos
despertares). É um problema comum em homens adultos,
que se queixam de sonolência excessiva durante o dia.
O sonambulismo se caracteriza por um comportamento
automático e perseverante nas primeiras horas do sono
(sentar na cama, deambular), mais comumente com
movimentos grosseiros e despropositados, ficando os
olhos abertos, fixos, a face inexpressiva. Há pouca
resposta aos estímulos externos e dificuldade em despertar
o indivíduo, o qual pode reconhecer o ambiente, evitar
móveis ou esbarrar em alguns e perder o equilíbrio.
O quadro dura pouco (um minuto, em média). Sucede
como episódio isolado à noite, seguido de regresso ao leito
ou adormecimento onde a pessoa estiver (sofá, chão).
Há uma amnésia do evento no dia seguinte: os familiares
são importantes para fornecer detalhes sobre o quadro.
O sonambulismo se inicia na idade pré-escolar, em ambos
os sexos, e pode persistir até os 10 anos de idade, em
5 a 10 % das crianças, desaparecendo espontaneamente
na segunda década da vida. Em gêmeos monozigóticos,
o quadro ocorre em ambos (base genética comum)
e está associado a maior ocorrência de terror noturno.
O terror noturno surge nos primeiros estágios do sono
de forma súbita, com gritos, choros e temor, associados a
manifestações autonômicas (midríase, sudorese, piloereção,
taquicardia, taquipnéia). Em geral é de curta duração
(menos de 30 segundos), mas pode ser prolongado (10-20
minutos). O quadro se associa a gestos incoordenados,
automáticos e com amnésia ao despertar. O episódio
costuma ser isolado. O problema acomete cerca de 4% da
população infantil, de ambos os sexos. Pode persistir por
alguns meses ou durar por toda a infância, desaparecendo
na puberdade. Há história familiar relacionada ao padrão
genético hereditário do problema, desencadeado por fatores
ambientais (fadiga, privação do sono, estresse).


Benéfico ou prejudicial?


Ao acordar, tomar café é uma das constantes mais
comuns no ser humano. Seria então o café algo
benéfico ou prejudicial ao sono? O consumo de café
estimula o sistema de vigília, ao aumentar a atenção,
a concentração e os mecanismos neuronais
que atuam na consolidação da memória.
Como a consolidação da memória ocorre durante
a fase do sono sincronizado (REM), caso a atividade
dessa fase fosse aumentada, seria possível elevar
a capacidade de memória do ser humano.
Mas a ciência ainda desconhece os mecanismos
bioquímicos que ocorrem durante o sono, para
interferir com medicamentos na etapa em que a
memória esta sendo consolidada. O sono ainda
é uma função que deve ser praticada de forma
natural e sem interferência.
O consumo de café durante a noite, para estimular
a vigília, pode ser prejudicial para a atenção,
concentração e memória no dia seguinte. Isto é, não
vale a pena ficar até tarde tomando café para estudar
ou trabalhar. O melhor é exercer essas atividades
durante o dia, com o uso de café até o meio da tarde,
exercitando a atenção, concentração e memória
por meia hora antes de dormir e acordar cedo, para
reiniciar a atividade intelectual, com a ajuda de café.
Nas pessoas que dormem normalmente de seis a oito
horas, o consumo exagerado de café durante a noite
causa privação do sono e prejuízo da atenção e da
concentração no dia seguinte. Esse efeito negativo
pode ser atenuado ou mesmo inexistir apenas em
indivíduos acostumados a tomar café à noite.
Estudantes que não fazem uso regular de café à noite
podem ter seu aprendizado prejudicado caso prossigam
até tarde da noite com a ajuda de café. O método mais
eficaz é acordar cedo pela manhã para estudar.


Usando a vigília, o sono e os sonhos para aprender
1. Tomar quatro xícaras de café durante o dia (7h, 10h, 13h, 15h)
2. Efetuar 30 minutos de leitura antes de dormir às 22h
3. Acordar em torno das 6h
4. Ler por 30 minutos após consumo de uma xícara de café

16 de jan. de 2008

O Café não é só Cafeína



A maioria das pessoas que o toma diariamente, ignora quais são as substâncias
que estão presentes nesta bebida e pensa que ela contém apenas
ou principalmente, a cafeína.





Embora uma bebida feita a partir de grãos torrados, provavelmente o café, tenha sido oferecida ao
rei David de Israel (1010 a 970 a.C.) conforme o
texto Bíblico: “E sucedeu que, chegando Davi
a Maanaim, Sobi, filho de Naás, de Rabá, dos
filhos de Amom, e Maquir, filho de Amiel, de
Lo-Debar, e Barzilai, o gileadita, de Rogelim,
Tomaram camas e bacias, e vasilhas de barro, e
trigo, e cevada, e farinha, e grão torrado, e favas,
e lentilhas, também torradas, e mel, e manteiga,
e ovelhas, e queijos de vacas, e os trouxeram a
Davi e ao povo que com ele estava, para comerem,
porque disseram: Este povo no deserto está
faminto, cansado e sedento” (2 SAMUEL 17:27-
29). O consumo de café começou e se propagou
entre os muçulmanos, sendo que o próprio Maomé
(570-632) era consumidor da bebida denominada
QAHWAH, em árabe. Esta, foi descoberta por
um pastor de cabras, Kaldi, ao constatar que
seu rebanho vivia acordado e estimulado, pelas
montanhas do Yemen. Cerca de treze séculos mais
tarde, a cafeína seria identificada pelo químico
alemão Ferdinand Rounge, em 1820.
O café possui apenas 1 a 2,5 % de cafeína e
diversas outras substâncias, em maior quantidade.
E essas outras substâncias, podem até ser mais
importantes do que a cafeína, para o organismo
humano. O café possui além de uma grande
variedade de minerais como potássio (K),
magnésio (Mg), cálcio (Ca), sódio (Na), ferro
(Fe), manganês (Mn) , rubídio (Rb), zinco (Zn),
cobre (Cu), estrôncio (Sr), cromo (Cr), vanádio
(V), bário (Ba), níquel (Ni), cobalto (Co), chumbo
(Pb), molibdênio (Mo), titânio (Ti) e cádmio (Cd) ;
aminoácidos como alanina, arginina, asparagina,
cisteína, ácido glutâmico, glicina, histidina,
isoleucina, lisina, metionina, fenilalanina, prolina,
serina, treonina, tirosina, valina; lipídeos como
triglicerídeos e ácidos graxos livres; açúcares como
sucrose, glicose, frutose, arabinose, galactose,
maltose e polissacarídeos.
Adicionalmente, o café também possui uma
vitamina do complexo B, a niacina (vitamina PP
ou Pelagra Preventing, do inglês) e, em maior
quantidade que a cafeína, os ácidos clorogênicos,
na proporção de 7 a 9 %, isto é, 3 a 5 vezes mais.
Apenas a cafeína é termo-estável, isto é, não é
destruída com a torrefação excessiva. As demais
substâncias, como aminoácidos, açúcares, lipídeos,
niacina e os ácidos clorogênicos, são preservadas,
formadas ou mesmo destruídas durante o processo
de torra. O produto adequado é aquele onde há um
maior controle sobre a torrefação. A Tabela (pág. 5)
apresenta as substâncias presentes nos grãos.
A crítica ao consumo de cafeína em quantidades
moderadas são totais e completamente infundadas,
mas ainda arraigadas entre pessoas desinformadas.
Em quantidades moderadas - o equivalente a 400-
500 mg/dia - dose de 3 a 4 xícaras - a cafeína não
é prejudicial a saúde humana, desde a gestação até
o final da vida. O consumo crônico e moderado
de cafeína não está associado com o infarto do
miocárdio, nem com qualquer tipo de câncer ou
com má formação fetal (teratogenia), doença
fibrocística da mama ou aborto. A cafeína também
não é responsável pela produção de arritmias
cardíacas ou de úlcera gástrica ou duodenal, em
pessoas normais. Apesar do consumo de café
e chá ser antigo, as pesquisas que avaliam os
efeitos do café no homem são recentes. Mais de
mil produtos químicos foram identificados no
café, sendo alguns, como os ácidos clorogênicos,
bem mais abundantes que a cafeína. Mas é ela
a mais estudada até o momento e considerada,
erroneamente, como a principal responsável pelas
propriedades estimulantes da bebida. A cafeína
atua através do antagonismo dos receptores de
adenosina, um neurotransmissor inibidor existente
no cérebro. Impedindo a atuação da adenosina,
causa uma estimulação cerebral. Mas a cafeína não
pode ser comparada com a estricnina, a cocaína
nem a heroína, por possuir apenas semelhança
fonética.
A bebida café possui em seu teor final, compostos
estáveis como sais minerais, niacina, cafeína e
os polifenóis antioxidantes (ácidos clorogênicos),
que na torra, forma os quinídeos. Adicionalmente,
possui um grande número de compostos voláteis,
que dão aroma e sabor ao café. O valor calórico
do café é mínimo, pois os açúcares, lipídeos e
aminoácidos não estão presentes na bebida.
Estudos modernos comprovam que a planta
mais consumida no mundo, o café, possui ácidos
clorogênicos que, no processo de torra, formam
diversos derivados do ácido quínico (quinídeos).
Esses derivados possuem um potente efeito
antagonista opióide, além de atuarem inibindo o
transporte da adenosina no cérebro, protegendo-o
dos efeitos da cafeína. Por isto, parecem ser até
mais importantes que a cafeína, pois ocorrem em
maior quantidade em comparação com a mesma,
tanto no grão como na bebida final.
Pesquisas epidemiológicas sugerem que consumo
regular e moderado de café, na dose de 3 a 4
xícaras diárias, pode exercer um efeito profilático
sobre a depressão/suicídio, o consumo de álcool e
a incidência de cirrose. E, subprodutos do grão de
café, como um produto fitoterápico, talvez possam
ser de utilidade para a prevenção e tratamento
de recidivas da depressão, alcoolismo, Parkinson
dentre outras doenças.



Tabela
Substâncias presentes no Grão de Café


ACIDOS CLOROGÊNICOS* (7—9%) .......termo-lábil
CAFEÍNA* (1—2,5%) .................termo-estável
NIACINA* (0,5%) ........................termo-lábil
AMINOÁCIDOS (2,5 %) ..............termo-lábil
SAIS MINERAIS* (3—4 %) .........termo-lábil
AÇÚCARES (30—50 %) ...............termo-lábil
LIPÍDEOS (10—20%) ..................termo-lábil
DIVERSOS (pigmentos, cinzas, etc.) ......termo-lábil
* presentes na bebida (solução aquosa)

Famosos Consumidores de Café

Honoré Balzac
O grande romancista francês Honoré de Balzac nasceu em Tours, França em 20 de maio de 1799 e morreu em 18 de agosto de 1850. Filho de um camponês convertido em funcionário público teve uma infância infeliz. Apesar das suas pretensões aristocráticas, Balzac era de uma família modesta. Educado num colégio de Vendôme, muda-se, ainda jovem, para Paris, onde leva, até aos trinta anos, uma vida singularmente aventurosa, cheia de jogos, de esforços em diversos sentidos e de empreendimentos fracassados. Estudou Direito em Paris de 1818 a 1821, obrigado pelo pai. Apesar da oposição paterna, decidiu dedicar-se à literatura. Entre 1822 e 1829, viveu na mais obscura pobreza, escrevendo teatro trágico e novelas melodramáticas. Alojado num pequeno quarto durante muitos anos, acumulou uma infinidade de volumes, a maioria sob pseudônimo, para os quais não encontra editor. Uma vontade menos sólida que a sua abandona, mas Balzac tem uma fé inquebrantável no seu próprio gênio e persevera de modo infatigável. Por outro lado, tenta animosamente assegurar a sua independência por meio de especulações industriais. É editor, impressor, etc. Mas nenhuma das suas empresas triunfa, e só lhe deixam dívidas. Perante a falta de êxito volta com mais afinco à literatura.
Em 1825, chegou a conhecer a sorte como editor e impressor, mas se viu obrigado a abandonar o negócio em 1828, à beira da bancarrota e endividado para o resto da vida. Em 1829 escreveu seu primeiro romance. Entre as primeiras obras que assina com o seu nome contam-se Pequenas Misérias da Vida Conjugal e Catarina de Médicis. Trabalhador infatigável, Balzac produziu cerca de 100 novelas e inúmeros relatos curtos, obras de teatro e artigos para a imprensa nos 20 anos seguintes. Contudo, ainda não é conhecido como romancista quando aparece, em 1830, A Pele de Chagrém, romance de grande êxito. A partir deste momento, e graças a um trabalho encarniçado, a sua produção literária é de uma regularidade surpreendente.
O hábito de trabalho de Balzac era fabuloso - escrevia mais de 15 horas por dia sempre tomando café quase que de hora em hora. Sem ter em conta as classificações que adota mais tarde, quando empreende o trabalho de juntar todas as partes da sua obra sob o título genérico de A Comédia Humana. Entre as novelas mais conhecidas da série figuram "Papai Goriot" (1834), "Eugénie Grandet" (1833), "A Prima Bette" (1846), "A Busca do Absoluto" (1834) e "As Ilusões Perdidas" (1837-1843). Também são famosos seus romances “Um Episódio no Tempo do Terror”, “A Obra-Prima Desconhecida”, “O Coronel Chabert”, “O Médico de Aldeia”, “O Lírio no Vale”, “César Birotteau”, “Úrsula Mirouet”, “Um Caso Tenebroso”, “Esplendores e Misérias das Cortesãs”, “Modeste Mignon”, “O Primo Pons”. O momento mais glorioso da carreira de Balzac, que de certo modo marca o florescimento do seu gênio, é a época em que publica os contos e romances que classifica posteriormente, na sua Comédia Humana, em Cenas da Vida Privada e Cenas da Vida de Província. As principais são: A Mulher Abandonada, A Mulher de Trinta Anos, A Solteirona.
Em 1832 começou sua correspondência apaixonada com uma condessa polaca, Eveline Hanska, que prometeu casar-se com ele depois da morte do marido. Este morreu em 1841, mas Eveline e Balzac não se casaram até março de 1850. Balzac morreu em 18 de agosto daquele ano. Em 1834, Balzac concebeu a idéia de fundir todos os seus romances em uma obra única. Sua intenção era oferecer um grande retrato da sociedade francesa em todos os seus aspectos, desde a Revolução até sua época. Sua maior obra, A Comédia Humana, inclui 150 novelas, divididas em três grupos principais: "Estudos de Costumes", "Estudos Filosóficos" e "Estudos Analíticos". Balzac tornou-se um dos criadores do Realismo na literatura, embora seu trabalho seja baseado no Romantismo francês.
A sua obra romanesca faz uma penetrante descrição da sociedade francesa surgida da Revolução de 1789, cujas principais características são os temas arquétipos de Balzac: o declínio da nobreza, a euforia da burguesia, a omnipotência do dinheiro e a ascensão social dos plebeus ambiciosos e sem escrúpulos num ambiente de individualismo feroz. O seu realismo romântico é a base da corrente realista da segunda metade do século XIX em França. A sua intenção de delinear uma história total da sociedade influencia poderosamente Zola. O valor intrínseco da sua obra, a criação literária de tipos humanos, consolida-se, historicamente, como um dos momentos culminantes da história do romance. Balzac está enterrado no cemitério Le Pére Lachaise em Paris e é homenageado com uma monumental estátua feita pelo grande Auguste Rodin (1840-1917).
Algumas frases de Balzac:“ A infelicidade tem isto de bom: faz-nos conhecer os verdadeiros amigos”.“ É mais fácil ser amante do que marido, pois é mais fácil dizer coisas bonitas de vez em quando do que ser espirituoso dias e anos a fio”


William Harvey


O maior avanço científico do século XVII foi a descoberta da circulação do sangue e o desenvolvimento da metodologia científica pelo inglês WILLIAM HARVEY (1578-1657), que foi bastante criticado por seus colegas da época, que afirmavam que ele estava redondamente errado. "Você está errado, Harvey", era o que o grande gênio ouvia diariamente de seus colegas. Pena que ninguém sabia que a visão do gênio vai mais longe que as palavras dos meros mortais. Embora menções existissem sobre a circulação do sangue, como a descrição da circulação pulmonar por IBN AN NAFIS (1210-1280), a de MICHEL SERVETUS (1509-1553), a de COLUMBUS (1516-1560) e a de ANDREAS CESALPINUS (1524-1603), a elaboração não apenas da teoria mas a comprovação morfológica e experimental da circulação do sangue por HARVEY criou uma nova era no pensamento humano - a Era da Experimentação Clínica. HARVEY legou para a história da medicina o raciocínio lógico, onde o médico não é obrigado a aceitar uma teoria apenas porque ela é bonita e conveniente, ou porque ela foi elaborada por alguém famoso e influente. HARVEY rejeitou definitivamente a teoria de GALENO sobre a circulação do sangue e ensinou a todo médico que ele não deve acreditar em tudo que lhe é informado. Deve confirmar tudo que for possível. Esta é a única maneira de existir progresso, evolução e conhecimento. Entretanto a grande maioria dos médicos da atualidade ainda não assimilou o espírito clínico inquiridor de HARVEY, aceitando passivamente informações, uma pequena minoria denuncia e critica tudo, sem propor construir alguma coisa, o que é pior.
HARVEY entretanto, era um monarquista convicto e não apoiou partidos de oposição na sua época. A Revolução Francesa somente aconteceria em 14 de julho de 1789, 132 anos após a morte de Harvey. Os políticos da época exigiam mudanças na Inglaterra, pois havia muita concentração de renda, enquanto que o povo padecia de problemas comuns de saúde e existiam poucas medidas reais visando beneficiar a saúde da população. Como HARVEY insistisse em se omitir de participação política, sua descoberta recebeu violenta oposição principalmente pelos grandes nomes da época, todos seguidores de GALENO (130-200 A.D.) e outras autoridades do passado, munidos de grande dose de inveja e cobiça. HARVEY tratou-os com indiferença, preferindo não criar polêmica, pois seus colegas que estavam mais interessados em criticá-lo do que em provar que estava errado. Defendia a idéia de que a melhor atuação política era a produção, e não a discussão, algo comum naquela época. HARVEY era um monarquista amigo do rei CARLOS I e continuou seu trabalho.
William Harvey nasceu em Folkstone, Kent, Inglaterra em 1 de abril de 1578 e morreu em 3 de junho de 1657 em Londres. A coragem e persistência de Harvey, sua penetrante inteligência e metodologia precisa marcaram época na história da medicina. Estudou em Cambridge de forma interrompida pois se supõe que sofria de malária, que o limitava bastante. Mas mesmo assim conseguiu se graduar em 1597. Determinado a continuar seu treinamento médico, iniciou um período de estudos de dois anos e meio na Universidade de Pádua, considerada a melhor escola médica da Europa na época. Em 1600 quando estava estudando em Pádua conheceu uma nova bebida, quente como o inferno, preta como o carvão, pura como um anjo e doce como o amor - o café. Ao regressar para a Inglaterra levou consigo grãos da bebida e passou a promover e divulgar o consumo de café entre seus colegas e pacientes, como uma bebida agradável e estimulante do intelecto, ao contrário das bebidas alcoólicas que eram moda na Inglaterra do Século XVII. No seu leito de morte disse que o café foi a bebida mais saudável e agradável que conheceu em vida.
Seu professor foi o grande anatomista Hieronymus Fabricius ab Aquapendente. Naquele época acreditava-se que os vasos sanguíneos continham ar e sangue, uma idéia de Aristóteles no Século IV a.C. . Galeno, o médico greco-romano, no Século II de nossa Era provou que as artérias contém apenas sangue e presumiu que o ar entrava no lado direito do coração através dos pulmões. Acreditava-se que a circulação era um movimento tipo as ondas do mar, onde o sangue vinha e voltava do coração. Mas Galeno imaginou que o sangue era levado pelas artérias e trazido pelas veias até o coração, sem comprovar sua hipótese. Acreditava que o sangue era formado no fígado, passava pela aurícula direita (câmara superior direita do coração) e daí ia para o ventrículo direito (câmara inferior direita) onde se misturava com o sangue das artérias que era misturado com o ar oriundo dos pulmões. Para isto Galeno acreditava que havia um septo ou perfuração entre os ventrículos, o qual era visto e comentado por anatomistas da Idade Média, temerosos de contrariarem os ensinamentos de Galeno. Harvey questionou a existência deste septo e o movimento do sangue, demonstrando experimentalmente que o sangue se move da forma com que conhecemos na atualidade. Descobriu que, ao contrário do que afirmava Galeno (131-210), o sangue não fluía e refluía no mesmo vaso, seguindo apenas numa única direção, seja do coração para os tecidos, pelas artérias, ou no sentido inverso, nas veias. Percebeu também que o coração bombeava três vezes o peso do corpo em quantidade de sangue e que este circulava em um circuito fechado: coração-artéria-tecidos-veias-coração.
William Harvey foi médico da corte de Jaime I (1603/1625) e Carlos I (1600-1649) e teve como cliente Francis Bacon. Apesar da oposição inicial dos doutores da época, suas idéias foram aceitas e divulgadas por Descartes, que sofreu sua influência na composição da quinta parte de Discurso do Método e em toda As Paixões da Alma. A teoria da circulação sanguínea de Harvey foi publicada na sua obra A Propósito dos Movimentos do Coração e do Sangue (1628).
A descoberta da circulação de HARVEY levou a duas conclusões lógicas: a possibilidade do uso intravenoso (IV) de medicamentos, uma pesquisa efetuada em 1656 por Sir CHRISTOPHER WREN, assistido por BOYLE e WILKINS; e a possibilidade da transfusão de sangue.
Referências:
LIMA, D.R. (2003) . HISTÓRIA DA MEDICINA, MEDSI, RJ.


Voltaire (1694 - 1778)

Voltaire, pseudónimo de François-Marie Arouet (21 de Novembro de 1694, Paris - 30 de Maio de 1778, Paris) foi um poeta, ensaísta, dramaturgo, filósofo e historiador iluminista francês. Iniciado maçom no dia 07 de abril de 1778, na Loja Maçônica "Les Neuf Soeurs", da cidade Paris. Foi educado num colégio de jesuítas, desde jovem se proclama livre pensador. Poeta e satírico brilhante, Voltaire distingue-se nos salões parisienses, mas a sua atividade panfletária dirigindo versos contra o Regente de França, Filipe duque de Orleães, leva-o a ser detido na Bastilha (1717). Em onze meses de prisão conclui a sua primeira tragédia, Oedipe (levada à cena no ano seguinte) e inicia um poema épico sobre Henrique IV. Este seria publicado anonimamente em Genebra com o título de Poème de la ligue (1723).
Na seqüência de um duelo com um membro da nobreza, o fidalgo Rohan, Voltaire é novamente preso na Bastilha. É liberto ao fim de duas semanas, mas compromete-se a sair de França; ruma então a Inglaterra em 1726. Aí permaneceu a partir de 1728 e fez amizade com os escritores Pope e Swift, familiariza-se com a língua inglesa e com o pensamento de Isaac Newton, publicou ensaios sobre Poesia e História e torna-se admirador do sistema político britânico. Uma característica marcante de Voltaire era seu hábito do tomar várias xícaras de café todo dia.
De volta a França prossegue a atividade literária e publica Henriade (1728-30), Histoire de Charles XII (1731), Zaire (1732), Temple du Goût e Lettres philosophiques (1734), de exaltação do sistema liberal inglês e a condenação do despotismo. Esta última obra, a mais importante deste período, obrigou novamente Voltaire a deixar Paris e a refugiar-se intermitentemente em Cirey, no ducado da Lorena, onde usufruiu a hospitalidade de madame du Châtelet até à morte desta em 1751. Este foi um período de intensa produção literária, sempre tendo o café como estimulante intelectual. Com Mondain (1733) há nova necessidade fuga, desta vez para a Holanda, onde publica Eléments de la Philosophie de Newton (1738) e onde passa a corresponder-se com Frederico da Prússia. O êxito obtido com Mahomet (1741) e Mérope (1743), aliado à boa influência de Madame de Pompadour, passa a servir Luís XV em missões na Prússia, é designado historiador do reino e é eleito membro da Academia francesa em 1746.
Muda-se para Potsdam em 1751, onde desempenha o cargo de camarista e guia literário de Frederico o Grande. Mas incompatibiliza-se com o rei da Prússia em 1753 e leva uma vida errante até 1755, ano em que se estabelece numa propriedade que batiza Délices, próximo de Genebra. Em 1756 publica La loi naturelle, Le désastre de Lisbonne e Essai sur les moeurs. Em 1759 o conto filosófico Candide, seguindo-se Traité sur tolérance (1760), Dictionaire philosophique (1764).Regressou a Paris em 1778, ano em que morreu.
A razão de sua celebridade são as suas obras literários e filosóficas. Os seus textos são caracterizados pela leveza de linguagem e grande maestria na ironia, que utilizou como arma superior do indivíduo civilizado para atingir os seus inimigos, freqüentemente por ele parodiados, demonstrando em todos os momentos um finíssimo senso de humor. Muitos atribuem estas qualidades à inteligência de Voltaire estimulada pelo café. São conhecidas as suas divergências com Montesquieu sobre o Direito dos povos à guerra. E Voltaire não vê oposição entre uma sociedade alienante e um indivíduo oprimido, idéia defendida por Rousseau, mas antes crê num sentimento universal e inato da justiça, que tem que observar-se nas leis de todas as sociedades. A vida em comum exige uma convenção, um contrato social para preservar o interesse de cada um. O instinto e a razão do indivíduo levam-no a respeitar e promover tal pacto. O propósito da Moral é ensinar-nos os princípios desta convivência frutífera. O trabalho do homem é tomar o seu destino nas suas mãos, melhorar a sua condição mediante a ciência e a técnica e dar beleza à vida através da Arte.
A sua filosofia prática prescinde de Deus, ainda que Voltaire não seja ateu; porém, como o relógio pressupõe o relojoeiro, o universo implica a existência de um "eterno geómetra" (Voltaire é teísta). No entanto, não crê na intervenção divina nos assuntos humanos e denuncia o providencialismo em Cândido.
Ao ser um fervoroso opositor da Igreja Católica, que segundo ele, é um símbolo da intolerância e da injustiça, pode ter sido incapaz de fazer justiça ao Cristianismo. Mas empenhou-se na luta contra os erros judiciais e na ajuda às suas vítimas. A burguesia liberal e anticlerical faz dele seu ídolo. Voltaire ficou na História por ter-nos proporcionado o conceito de tolerância religiosa. Foi um incansável lutador contra a intolerância e a superstição e sempre defendeu a convivência pacífica entre pessoas de diferentes crenças e religiões. E achava que todos deviam tomar café diariamente pois além da cafeína, desconfiava que a bebida tinha algo mais que seria descoberto algum dia no Brasil por um cientista brasileiro.




Wolfgang von Goethe (1749 - 1832)



Café e um bom cérebro = genialidade
O movimento romântico na literatura alemã desenvolveu-se sob a brilhante orientação de Friedrich Schiller (1759-1805) e Johan Wolfang Goethe. Schiller cresceu durante o período do Sturm und Drang (Tempestade e Luta), quando os escritores em toda a Alemanha atacavam as restrições e convenções e tentavam libertar da dominação estrangeira a cultura de sua pátria. Isto se revela de forma bem clara em GUILHERME TELL, um drama da luta dos suíços contra a tirania austríaca. Mas o maior nome da história da literatura alemã foi seu contemporâneo mais velho, Goethe.
Johann Wolfgang von Goethe nasceu em 28 de Agosto de 1749 em Frankfurt am Main no seio de uma família abastada e morreu em 22 de Março de 1832 em Weimar, Alemanha. Foi um dos maiores escritores alemães, além de cientista e filósofo. O seu pai, Johann Kaspar Goethe, um advogado com poder econômico e uma posição social de relevo, era Conselheiro da corte, tendo supervisionado pessoalmente a educação do filho. A mãe, Katharina Elisabeth Textor, era de família abastada em Frankfurt. O jovem Goethe estudou nas universidades de Leipzig e Estrasburgo. Em 1772 começou a praticar advocacia em Wetzlar. Por convite de Karl August, Duque de Saxe-Weimar, em 1775 passou a morar em Weimar, onde foi responsável por vários cargos políticos, tornando-se no principal conselheiro do Duque. De 1786 a 1788, viajou pela Itália, na altura em que dirigia o teatro ducal em Weimar. Tomou parte nas guerras contra a França. Em 1806 casou-se com Christiane Vulpius. A partir de 1794 dedicou-se principalmente à literatura, após ter estudado medicina, belas artes, ciências naturais, alquimia e astrologia. Adorava escrever tomando café.
Como escritor, Goethe foi uma das mais importantes figuras da literatura alemã e do Romantismo europeu, nos finais do século XVIII e inícios do século XIX. Juntamente com Schiller foi um dos líderes do movimento literário romântico alemão. Sua primeira obra importante foi AS MÁGOAS DO JOVEM WERTHER, uma história romântica de um jovem perdido de amor que se mata com a pistola do seu rival e amigo. Escrita num estilo sentimental e impetuoso, alcançou enorme popularidade não só na Alemanha nas na Franca e Inglaterra. Sua obra foi responsável pela motivação e ocorrência de uma verdadeira epidemia de suicídios entre jovens apaixonados mas frustrados na época. Também foi autor da peça Fausto, de alguns romances de grande valor literário e de uma obra poética importante. No campo científico, passou anos de sua vida obcecado em uma obra Da Teoria das Cores, onde propunha uma nova teoria das cores em oposição à teoria de Newton. Essa obra por muito tempo foi deixada de lado, em boa parte devido à maneira violenta pela qual pretendeu provar que Newton estava errado. Goethe fez diversas observações corretas sobre a natureza das cores, especialmente sobre o aspecto da percepção emocional e psicológica, que foram retomadas anos mais tarde pela escola da Gestalt e não ferem nem um pouco a teoria de Newton, porém tentou justificá-las com argumentos falhos. Esses argumentos falhos fizeram-no cair em descrença na comunidade científica. Mas foi Goethe quem estimulou seu amigo e químico alemão Ferdinand Rounge a estudar sua bebida predileta, o café, aonde Rounge identificou a cafeína na bebida em 1820.
Foi um dos inspiradores de Charles Darwin ao descobrir o osso intermaxilar no crânio humano, que indicaria um parentesco entre o homem e os outros animais - até então a diferença fundamental entre o homem e os outros animais seria de índole espiritual.
Goethe morreu em Weimar, aos 83 anos da idade, após uma vida de uma produtividade extraordinária e um consumo fantástico de café, que sempre lhe fazia bem para a saúde física e mental

REFERENCIAS:
LIMA, D.R. FAMOUS COFFEE DRINKERS, In Press. USA, 2006
"
Goethe, Johann Wolfgang von." Encyclopædia Britannica. 2005. Encyclopædia Britannica Premium Service 14 July 2005.


Giovanni Giacomo Casanova
Giacomo Casanova nasceu em 2 de abril de 1725 em Veneza, um ano importante para a música barroca, pois George Frideric Handel compôs Trio Sonata em Sol Maior enquanto Alessandro Scarlatti compôs antes de morrer em outubro deste ano Sonatas para Flauta e Cordas: nº 1 em Dó Maiorr e Antonio Vivaldi fez sua obra mais conhecida e divulgada - Doze Concertos, incluindo as Quatro Estações, uma obra composta para violino e orquestra. Em 1703, Vivaldi tornou-se padre, vindo a ser apelidado de Il Prete Rosso, "O Padre Vermelho", muito provavelmente devido ao seu cabelo ruivo. Em 1704, foi-lhe dada dispensa da celebração da Santa Eucaristia devido à sua saúde fragilizada (aparentemente sofreria de asma), tendo-se voltado para o ensino de violino num orfanato de raparigas chamado Ospedale della Pietà em Veneza. Pouco tempo após a sua iniciação nestas novas funções, as crianças ganharam-lhe apreço e estima; Vivaldi compôs para elas a maioria dos seus concertos, cantatas e músicas sagradas.
Casanova morreu em 4 de junho de 1798, em Dux, na antiga Bohemia, hoje Republica Tcheca. Também foi conhecido pelo nome de Jean-Jacques, Chevalier De Seingalt, Casanova foi um escritor e aventureir italiano que interrompeu duas carreiras profissionais que iniciou - a militar e a eclesiástica - e levou uma vida acidentada e dissoluta. Acusado de práticas ocultistas, foi priso em Veneza - prisão Os Plomos (1755), de onde fugiu. Tornou-se conhecido principalmente como o príncipe dos aventureiros e grande sedutor, o que fez de Casanova o símbolo da libertinagem. Sua autobiografia contém suas aventuras, certamente exageradas, pois todo homem gosta de se afirmar como um grande conquistador. Mas sua obra é uma descrição esplêndida da sociedade do século XVIII nas capitais de Europa. Filho de um ator, Casanova foi expulso do seminário de São Cipriano por sua conduta escandalosa (pois seduzia todas as devotas e freiras), iniciando assim uma carreira de viagens e aventuras. Após trabalhar para um cardeal, tornou-se violionista em Veneza, juntou-se a ordem Masson (1750) em Lyon, viajou para Paris, Dresden, Praga e Viena. Em 1775, quando estava em Veneza, Casanova foi denunciado como feiticeiro e bruxo e foi sentenciado a cinco anos na prisão sob o telhado do palácio do Doges. Em 31 de outubro realizou uma fuga espetacular e fugiu para a França. Lá fez fama e fortuna, onde criou em Paris a Loteria, que viraria uma moda mundial séculos mais tarde, sem corromper ninguém nem pagar comissões nem caixa dois. Em 1757 era um nome conhecido e apreciado entre a aristocracia francesa. Onde quer que fosse, Casanova confiava no seu charme e encanto pessoal para ganhar a influência, amizades e seduzir mulheres. Nas festas e nos bares sua bebida preferida era o café. Fugindo de seus credores em Paris em 1760, após mudar seu nome para Jean-Jacques, Chevalier de Seingalt (que reteve para o resto de sua vida), viajou para a Alemanha, Suíça (onde se encontrou com Voltaire), para o sul da França e depois para Florença (de onde foi expulso), e finalmente para Roma, após passar uma temporada em Londres. Em Berlim (1764) Frederick II oferecera-lhe abrigo. Casanova também viveu curtas temporadas em Riga, St. Petesburgo e Varsóvia. Um escândalo (sempre seduzindo mulheres dos outros que ficavam embriagados de vinho nas festas enquanto bebia café), um desafio para um duelo forçou-o a fugir novamente, indo desta vez para a Espanha. Entre 1774 e 1782 recebeu permissão para retornar ao território Veneziano, onde atuou como um espião para os governantes locais. Sua missão era seduzir as mulheres dos inimigos do estado e obter informações comprometedoras para prendê-los. Viveu seus últimos anos (1785-98) na Boemia, trabalhando como bibliotecário para von Waldstein no Château de Dux. Tão versátil em sua escrita como em sua carreira, Casanova escreveu um verso ocasional - O Crítico, uma tradução do Ilíada (1775) e um panfleto satírico de Veneza, especialmente sobre a poderosa família dos Grimani. Seu trabalho mais importante, entretanto, é sua autobiografia, publicada primeiramente após sua morte como Mémoires de J. Casanova de Seingalt, 12 vol. (1826-38). A edição definitiva, baseada nos manuscritos originais, foi publicada em 1960-62 com o título "Histoire de ma Vie" (A história de minha vida). Este trabalho apresenta ao leitor a vida dissoluta de Casanova e estabeleceu sua reputação como um grande sedutor das mulheres, que deu origem ao mito. Tudo graças ao café, sua bebida predileta.

6 de jan. de 2008

"café" pelo mundo

Veja abaixo como se fala "café" pelo mundo:


Alemanha - KAFFEE

China - KAFEI

Dinamarca - KAFFE

Egito - MASBOUT

Espanha - CAFÉ

Finlândia - KAHVI

França - CAFE

Grécia - KAFES

Havaí - KOPI

Holanda - KOFFIE

Hungria - KAVE

Inglaterra - COFFEE

Iraque - QAHWA

Israel - KAVAH

Itália - CAFFE

Rússia - KOFE

Tailândia - KAFE

Turquia - KAHVE

4 de jan. de 2008

A cafeína



A cafeína é um composto químico de fórmula C8H10N4O2 — classificado como alcalóide do grupo das xantinas e designado quimicamente como 1,3,7-trimetilxantina. É encontrado em certas plantas e usado para o consumo em bebidas, na forma de infusão, como estimulante.
A cafeína apresenta-se sob a forma de um pó branco ou pequenas agulhas, que derretem a 238°C e sublimam a 178°C, em condições normais de temperatura e pressão. É extremamente solúvel em água quente, não tem cheiro e apresenta sabor amargo.
Entre o grupo das xantinas (que incluem a teofilina e a teobromina) a cafeína é a que mais atua sobre o sistema nervoso central. Atua ainda sobre o metabolismo basal e aumenta a produção de suco gástrico.

Doses terapêuticas de cafeína estimulam o coração aumentando a sua capacidade de trabalho, produzindo também dilatação dos vasos periféricos.

Uma xícara média de café contém, em média, cem miligramas de cafeína. Já numa xícara de chá ou um copo de alguns refrigerantes encontram-se quarenta miligramas da substância. Sua rápida ação estimulante faz dela poderoso antídoto à depressão respiratória em conseqüência de intoxicação por drogas como morfina e barbitúricos. A ingestão excessiva pode provocar, em algumas pessoas, efeitos negativos como irritabilidade, ansiedade, agitação, dor de cabeça e insônia.
Altas doses de cafeina excitam demasiadamente o sistema nervoso central, inclusive os reflexos medulares, podendo ser letal. Estudos demonstraram que a dose letal para o homem é, em média, de 10 gramas.

Tomar café é muito bom mas requer cautela para não adquirir uma dependência, também conhecida como cafeinismo.





Os efeitos da Cafeína



A cafeína exerce seus efeitos farmacológicos principalmente
pelo seu efeito através do antagonismo dos
receptores de adenosina.




A cafeína possui dois mecanismos de ação no organismo
humano: antagoniza os receptores de adenosina, o
neurotransmissor dos neurônios purinérgicos, e também
inibe a enzima fosfodiesterase, a responsável pela
destruição do mediador químico intracelular denominado
adenosina monofosfato cíclico (AMP-cíclico), o que causa
um aumento do AMP cíclico intracelular.
Esses efeitos nas membranas e no interior das células
determinam alterações no movimento do cálcio intracelular,
o principal íon envolvido no processo de contração das
fibras musculares. Talvez alterações iônicas semelhantes
ocorram nas células nervosas e glandulares, onde a
cafeína possui um efeito estimulante. A cafeína pode
também inibir ou reduzir a captação extraneuronal de
catecolaminas, como também pode ter outros mecanismos
de ação. Quando as xantinas como cafeína, teofilina e
teobromina são administradas pela via oral, a cafeína
é a mais rapidamente absorvida. Mais de 99% de uma
dose oral de cafeína são absorvidas, com concentrações
plasmáticas máximas atingidas em 15 a 45 minutos. Uma
dose de 250mg determina concentrações plasmáticas entre
5 e 25mcg/mL.
Após entrar na corrente sangüínea, a cafeína é distribuída
a todas as células do organismo, onde penetra livremente.
Atravessa a placenta em gestantes e está presente no leite
materno em lactentes que fazem uso de bebidas que a
contém. Uma pequena parcela da cafeína circulante no
sangue liga-se às proteínas plasmáticas, que atuam como
uma forma de depósito da substância. À medida que a
cafeína das células vai sendo destruída pelo organismo e
eliminada, a cafeína ligada às proteínas é liberada para
suprir a quantidade eliminada, até a sua completa excreção
do organismo.
A principal rota de eliminação da cafeína e das demais
metilxantinas é o fígado. Nas células hepáticas a cafeína
é transformada em dois metabólitos principais, o ácido
1-metil-úrico e a 1-metil-xantina. Também são formadas
pequenas quantidades do ácido 1,3-dimetil-úrico, a
7-metil-xantina e a 1,7-dimetilxantina. Esses metabólitos,
juntamente com uma pequenina parcela de cafeína intacta,
são excretados pela urina. O fígado leva um certo tempo
para metabolizar a cafeína. O tempo gasto para degradar
50% da quantidade existente no organismo é denominado
meia-vida, cujo símbolo é t 1/2. A meia vida da cafeína
apresenta uma grande variação individual, oscilando entre 3
e 7,5 horas em indivíduos normais.
O metabolismo da cafeína pode ser modificado por um
grande número de fatores. Pode ser estimulado pelo
próprio tabagismo, o que faz com que a cafeína seja mais
rapidamente eliminada, levando a um aumento do consumo
de café pelo fumante. É mais rápido em crianças, com meiavida
em torno de 3,5 horas, diminui em gestantes, com uma
meia-vida em torno de 10 a 15 horas, sendo por isto mais
suscetível aos seus efeitos. O uso de anticoncepcionais orais
que contêm estrógenos e progesterona também diminui
a metabolização hepática da teofilina, aumentando sua
meia vida e tornando a mulher mais sensível à ingestão de
grandes quantidades de café.
Doenças hepáticas, como a cirrose e cardíacas, como
a insuficiência cardíaca, também levam à menor
metabolização da cafeína e a uma maior meia-vida.
Adicionalmente, pessoas desnutridas possuem um
metabolismo prejudicado com uma meia-vida maior.
Pessoas desnutridas, com doenças hepáticas ou cardíacas,
mulheres que fazem uso de anticoncepcionais e gestantes
podem apresentar menor tolerância à ingestão de
quantidades regulares de café enquanto um fumante
crônico pode tolerar uma grande quantidade.

27 de dez. de 2007

Receitas












Receitas de Bebidas



Receita de Capuchino
  • Ingredientes
  • 1 lata de leite ninho
  • 6 colheres de nescau
  • 1/2 lata de açúcar refinado
  • 3 colheres de canela
  • 1 vidro de nescafé (pequeno)
  • 1 colher de chá de bicarbonato
  • Modo de preparo: Coloque em uma tigela grande todos os ingredientes e misture bem. Bata aos poucos no liquidificador até obter uma farofa bem fina. Guarde em lata ou vidro bem fechado. Para 1 xícara (chá), dissolva 2 colheres (sopa) da mistura em água fervente.


Café Gelado, a moda CAfé da Hora
  • - 1 lata de leite condensado



  • - 1 lata de creme de leite



  • - 1 copo de leite



  • - 1 ou 2 colheres de sopa de cafe solúvel







  • Modo de preparo: Colocar todos os ingredientes num liquidificador e bater por cerca de dois minutos, depois colocar num recipiente deixar gelar no congelador. Para servir basta tirar a quantidade desejada e bater novamente no liquidificador com um pouco -muito pouco- leite o café deve ficar muito parecido com um sorvete e ser comido com colher. O sabor é fantástico e conquista todos.


Café Brasileiro
- 1 lata de leite condensado - 2 latas ( mesma medida da lata de leite condensado) de café forte e frio - 1 lata (mesma medida da lata de leite condensado) de cachaça
Modo de preparo: Bata todos esses ingrediente no liquidificador. Sirva gelado.


Ouro Preto
- 1/3 de café quente - 1 colher de chá de açúcar - 1/3 de creme de café - 1/3 de uísque - Chantilly - 1 cereja para decorar
Modo de preparo: Diretamente no copo (tipo champanhe, de pé alto), coloque os ingredientes indicados, mexa ligeiramente com uma colher e termine com o chantilly. Decore com uma folha de café e com a cereja. Sirva com canudinho.


Receitas Salgadas


Macarrão de Café
- 1/3 xícara (chá) de água quente- 3 colheres (sopa) de café solúvel- 1 ovo- 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
Modo de preparo: Dissolva o café na água e deixe esfriar. Bata o ovo e misture com o café. Acrescente a farinha e amasse com o café. Acrescente a farinha e amasse até obter uma bola lisa.Amasse por 15 min. E deixe descansar por mais 15 min. Abra a massa. Polvilhe levemente com farinha, dobre em 3 e abra a massa outra vez. Repita 6 a 8 vezes. Passe a massa pela máquina de fazer macarrão ou corte à mão em tiras finas (fettuccini).


Molho para Lombinho Assado
- 2/3 da xícara (chá) de café forte - 1/3 da xícara (chá) de manteiga com sal - 2 colheres (chá) de molho inglês - 1 e 1/2 colher (chá) de mostarda - 1 colher (sopa) de suco de limão - 1 colher (chá) de açúcar - Molho de pimenta ou pimenta moída a gosto
Modo de preparo: Misture todos os ingredientes numa panela. Aqueça até que a manteiga derreta. Pincele o lombinho com esse molho, enquanto assa, e sirva o restante junto a carne.


Peixe Marinado
- 100ml de café preparado forte e frio (sem açúcar) - 600g de cação em postas - Suco de limões - 1 pimenta vermelha picada, coentro, sal e pimenta-do-reino a gosto - 4 tomates firmes, sem casca e sem semente
Modo de preparo: Corte o peixe em lâminas e coloque-o em uma tigela com o suco dos limões, a pimenta e coentro. Tempere com o sal e a pimenta-do-reino e deixe marinar por duas horas. Deixe a tigela tampada e mexa por duas ou três vezes. à parte, corte os tomates em quatro pedaços e forre uma travessa com eles. Acrescente o peixe com os temperos e regue com o café. Leve ao forno para assar.

Receitas de Sobremesas


Gelatina de Café com Banana
- 2 envelopes de gelatina em pó sem sabor - 3 xícaras (chá) de café bem forte e frio - 3 xícaras de café forte preparado quente - 1/2 xícara (chá) de açúcar - 3 colheres (sopa) de licor de café ou cacau - 2 bananas cortadas em rodelas de 1cm - Creme de leite
Modo de preparo: Amoleça a gelatina no café frio. Dissolva no café quente. Junte o açúcar e mexa até dissolver. Em seguida, acrescente o licor. Leve à geladeira numa fôrma retangular de 20cmx30cm até ficar firme. Coloque as rodelas de banana em seis taças. Acrescente a gelatina cortada em cubinhos. Se quiser, sirva com o creme de leite sem bater.


Creme de Café
- 4 colheres (sopa) de manteiga - 1 xícara de açúcar fino - 1 xícara de café forte - 1 colher (café) de baunilha
Modo de preparo: Derreta em uma panela a manteiga e junte, aos poucos, o açúcar. Em seguida, adicione o café até ficar cremoso. Coloque a baunilha e mexa bem. Você pode usar esse creme para rechear ou cobrir um bolo.


Bolo de Café
- 2 xícaras (chá) de café forte - 2 xícaras (chá) de açúcar - 2 colheres (sopa) de chocolate em pó - 1 xícara (chá) de uva-passa branca ou preta, sem caroços, picadas - 2 xícaras de manteiga - 1/2 colher (chá) de baunilha - 2 ovos sem bater - 2 xícaras (chá) de farinha de trigo - 1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio - 2 colheres (chá) de fermento em pó - 1/2 (chá) de sal - 1/2 colher (chá) de canela - 1/2 colher (chá) de noz-moscada - 1/2 colher (chá) de cravo-da-índia
Modo de preparo: Misture o café, 1 xícara de açúcar e o chocolate em pó. Coloque numa panela, junte a uva-passa, leve ao fogo, deixe levantar fervura, diminua o fogo e cozinhe lentamente cerca de 10 a 15 minutos. Deixe esfriar. Bata a manteiga. Junte a outra xícara de açúcar aos poucos, batendo continuamente. Adicione a baunilha e acrescente os ovos, um de cada vez, batendo bem. Misture e peneire os ingrediente secos. Adicione a mistura anterior alternadamente com a mistura de café e mexa bem. Asse em tabuleiro untado e polvilhado de farinha, em forno moderado, durante, aproximadamente, 1 hora. Depois de frio, polvilhe com açúcar de confeiteiro e corte no formato que desejar.

História do café





As origens do café




Corre uma lenda sobre as origens do café contando que, num dado momento do século III d. C., um pastor de cabras, chamado Kaldi, certa noite ficou ansioso quando suas cabras não retornaram ao rebanho. Quando saiu para procurá-las, encontrou-as saltitando próximo a um arbusto cujos frutos estavam mastigando e que obviamente foi o que lhes deu a estranha energia que Kaldi nunca vira antes. Dizem que ele mesmo experimentou os frutos e descobriu que eles o enchiam de energia, como aconteceu com o seu rebanho. Kaldi evidentemente i levou essa maravilhosa "dádiva divina" ao mosteiro local, mas as reações não foram favoráveis e ele ateou fogo nos frutos, dizendo serem "obra do demônio". O aroma exalado pelos frutos torrados nas chamas atraiu todos os monges para descobrir o que estava causando aquele maravilhoso perfume e os grãos de café foram rastelados das cinzas e recolhidos. O abade mudou de idéia, sugeriu que os grãos fossem esmagados na água para ver que tipo de infusão eles davam, e os monges logo descobriram que o preparado os mantinha acordados durante as rezas e períodos de meditação. Notícias dos maravilhosos poderes da bebida espalharam-se de um monastério a outro e, assim, aos poucos espalharam-se por todo mundo.
As evidências botânicas sugerem que a planta do café origina-se na Etiópia Central (onde ainda crescem vários milhares de pés acima do nível do mar). Ninguém parece saber exatamente quando o primeiro café foi tomado lá (ou em qualquer parte), mas os registros dizem que foi tomado em sua terra nativa em meados do século XV Também sabemos que foi cultivado no Iêmen (antes conhecido como Arábia), com a aprovação do governo, aproximadamente na mesma época, e pensa-se que talvez os persas levaram-no para a Etiópia no século VI d.C., período em que invadiram a região.
À medida que o café tornou-se cada vez mais popular, salas especiais nas casas dos mais abastados foram reservadas para se tomar café, e casas de café começaram a aparecer nas cidades. A primeira abriu em Meca, no final do século XV e início do XVI e, embora originalmente fossem lugares de reuniões religiosas, esses amplos saguões onde os clientes se sentavam em esteiras de palha ou colchões sobre o chão, rapidamente tornaram-se centros de música, dança, jogos de xadrez, gamão, conversas em locais em que se faziam negócios. A primeira abriu em Meca, no final do século XV e início do XVI e, embora originalmente fossem lugares de reuniões religiosas, esses amplos saguões onde os clientes se sentavam em esteiras de palha ou colchões sobre o chão, rapidamente tornaram-se centros de música, dança, jogos de xadrez, gamão, conversas em locais em que se faziam negócios.
Sua popularidade espalhou-se por Cairo, Constantinopla e para todas as partes do Oriente Médio, mas os muçulmanos devotos desaprovavam todas as bebidas tóxicas, incluindo o café, e consideravam as casas de café como uma ameaça à observância religiosa. Às vezes, esses centros populares de diversão eram atacados e destruídos por fanáticos religiosos, e alguns governantes apoiavam a proibição do café e impunham punições aterrorizadoras: aqueles que desobedecessem poderiam ser açoitados, presos dentro de um saco de couro e atirados no Bósforo.
Enquanto isso, comerciantes europeus da Holanda, Alemanha e Itália certamente estavam exportando grãos e, também, tentando introduzir a lavoura em suas colônias. Os holandeses foram os primeiros a iniciar o cultivo comercial no Sri Lanka, em 1658, e então em Java, em 1699, e por volta de 1706 eles estavam exportando o primeiro café de Java e estendendo a produção para outras partes da Indonésia. Em 1714, os holandeses bem-sucedidos presentearam Luís XIV da França com um pé de café que cresceu numa estufa em Versailles e quando deu frutos, as sementes foram espalhadas e as mudas foram levadas para o cultivo na ilha de Réunion, na época chamada de Ilha de Bourbon. A variedade de arbustos de café que se desenvolveu daquela árvore em Paris tornou-se conhecida como o café Bourbon e foi a fonte original de grãos hoje conhecidos no Brasil como Santos e no México como Oaxaca.

Como o café chegou ao Brasil


Em 1727 os portugueses compreenderam que a terra do Brasil tinha todas as possibilidades que convinham à cafeicultura. Mas infelizmente eles não possuíam nem plantas nem grãos. O governo do Pará, encontrou um pretexto para enviar Palheta, um jovem oficial a Guiana Francesa, com uma missão simples: pedir ao governador M. d’Orvilliers algumas mudas. M. d’Orvilliers seguindo ordens expressas do rei de França, não atende o pedido de Palheta. Quanto à Mme. d’Orvilliers, esposa do governador da Guiana Francesa, não resiste por muito tempo aos atrativos do jovem tenente. Quando Palheta já regressava ao Brasil, Mme. d’Orvilliers envia-lhe um ramo de flores onde, dissimuladas pela folhagem, se encontravam escondidas as sementes a partir das quais haveria de crescer o poderoso império brasileiro do café – um episódio bem apropriado para a história deste grão tão sedutor.
Do Pará, a cultura passou para o Maranhão e, por volta de 1760, foi trazida para o Rio de Janeiro por João Alberto Castelo Branco, onde se espalhou pela Baixada Fluminense e posteriormente pelo Vale do Paraíba.
O surto e incremento da produção do café foram favorecidos por uma série de fatores existentes á época da Independência. As culturas do açúcar e do algodão estavam em crise, batidas no mercado internacional pela produção das Antilhas e dos EUA; por isso, os fazendeiros precisavam encontrar outro produto de fácil colocação no mercado internacional. Além disso, a decadência da mineração libertou mão-de-obra e recursos financeiros na região Centro-Sul (Minas Gerais e Rio de Janeiro, principalmente) que podiam ser aplicados em atividades mais lucrativas. Em nível internacional, a produção brasileira foi favorecida pelo colapso dos cafezais de Java (devido a uma praga) e do Haiti (devido aos levantes de escravos e á revolução que tornou o pais independente). Outros fatores decisivos foram a estabilização do comércio internacional depois das guerras napoleónicas (Tratado de Versalhes, 1815) e a expansão da demanda europeia e americana por uma bebida barata.
A importância econômica do café refletiu-se na sua expansão geográfica. No início, difundiu-se pelo Vale do Paraíba (Rio de Janeiro e São Paulo), Sul de Minas e Espírito Santo. Depois, atingiu Campinas, no "Oeste Velho" de São Paulo; dali, expandiu-se para o chamado "Oeste Novo" (Ribeirão Preto e Araraquara) e passou, mais tarde, para as regiões de terra roxa do Norte do Paraná e Mato Grosso. Hoje, as áreas de cultivo localizam-se nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo e Bahia. Após a grande geada de 1975, houve um deslocamento das principais zonas produtoras do Norte do Paraná para áreas de clima mais favorável, como o sul de Minas Gerais e o interior capixaba.
A exportação brasileira do café começou a crescer a partir de 1816. Na década de 1830-1840, o produto assumiu a liderança das exportações do pais, com mais de 40% do total; o Brasil tornou-se, em 1840, o maior produtor mundial de café. Na década 1870-1880, o café passou a representar até 56% do valor das exportações. Começou então o período áureo do chamado ciclo do café que durou até 1930; no final do séc. XIX, o café representava 65% do valor das exportações do pais, chegando a 70% na década de 1920.
Fazenda brasileira de café - século XIX
Contudo, o crack da Bolsa de Nova York (1929) forçou a queda brusca no preço internacional do café (que caiu,em 1930, para pouco mais que a metade de seu valor em 1928), que continuou em queda até menos de 40% em 1931, ficando nesses níveis baixos durante muitos anos: só em 1947 é que os preços voltaram aos níveis de 1928. Essa situação agravou a crise de superprodução do café, cujos primeiros sinais apareceram no início do séc. XX.
Para enfrentar essa crise, os governadores dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro reuniram-se (fevereiro de 1906) no chamado Convênio de Taubaté, que definiu uma política para a valorização do produto: os governos estaduais comprometeram-se a comprar toda a produção e usar os estoques como instrumentos para impedir quedas e oscilações no preço do produto, além de proibir novos plantios.O Convênio de Taubaté representou a primeira intervenção oficial em defesa do café. Nos anos seguintes, o governo federal também tomou iniciativas nesse sentido. Mais tarde, após a crise de superprodução mundial de 1957, os países produtores e os grandes consumidores criaram o Acordo Internacional do Café (1962), que estabeleceu quotas de exportação para os países-membros.
O chamado "ciclo do café" teve repercussões econômicas e sociais importantes no Brasil. A expansão da lavoura levou à ampliação das vias férreas, principalmente em São Paulo; os portos do Rio de Janeiro e de Santos foram modernizados para sua exportação; a necessidade de mão-de-obra trouxe imigrantes europeus, principalmente depois da Abolição dos escravos; o café foi o primeiro produto de exportação controlado principalmente por brasileiros, possibilitando o acúmulo de capitais no pais. Em consequência, criou-se um mercado interno importante, principalmente no Centro-Sul, que foi o suporte para um desenvolvimento sem precedentes das atividades industriais, comerciais e financeiras. O café, sobretudo, consolidou a hegemonia política e econômica do Centro-Sul, transformando-o na região brasileira onde o desenvolvimento capitalista foi pioneiro e mais acentuado.
Desde os anos 50, a importância do café para a economia brasileira tem decrescido sensivelmente. Uma das conseqüências da crise mundial de 1957 foi o início da produção de café solúvel.
A participação do café nas exportações do pais diminuiu; em meados dos anos 70, o valor da exportação de manufaturados ultrapassou o do café, que, desde o início dos anos 80, responde por cerca de 10% do valor total das exportações brasileiras. Apesar disso, o café é ainda um dos principais produtos isolados exportados pelo país. São Paulo, que foi o maior produtor nacional desde o último terço do século passado, perdeu a primazia para o Paraná no final dos anos 50, mas sua produção ainda era significativa: em 1966-1967, por exemplo, metade de todos os cafeeiros do pais estava plantada nesses dois Estados. Vinte anos depois, em 1986-1987, era Minas Gerais que tinha o maior número de cafeeiros (mais de um terço do total nacional), seguindo-se São Paulo, Espírito Santo, Paraná e Bahia (que tinham juntos 92% dos 3,5 bilhões de pés de café então existentes no país.)
Em 1996 o consumo mundial supera a barreira dos 100 milhões de sacas. Em 1997 o Brasil atinge quase 3 bilhões de dólares na exportação de café, tendo a Alemanha superado os Estados Unidos como maior importador.Em 1998 o comitê do Conselho da Bolsa de New York coloca na pauta o café despolpado brasileiro.

Fontes: Grande Enciclopédia Larousse CulturalCAFÉ-La Dolce Vita - Asa Editores Ltda. Aroma de Café- Luiz Norberto PascoalLe Café - Anne Vantal

Em Datas

No final do século 18, o café era considerado um produto para o consumo. Nos anos de 1840/50 esta matéria-prima avança e conquista o mundo, tornando-se o principal produto de comercialização no Brasil. A expansão da lavoura cafeeira começou nas regiões montanhosas do vale do Paraíba do Sul, próximas do Rio de Janeiro, mas durante o desenvolvimento do cultivo, São Paulo se transforma na capital oficial do café, tendo como pólos principais as cidades de Campinas e Ribeirão Preto.

De início, a lavoura cafeeira desenvolveu-se com base na grande propriedade de monocultura e na utilização do trabalho escravo, mas com a proibição desta atividade em 1850, os fazendeiros foram obrigados a substituir os escravos pelos trabalhadores livres assalariados - imigrantes europeus que tinham o incentivo do governo para trabalhar nos campos de cultivo.

Anteriormente, entre os anos de 1850/70, a imigração foi espontânea. Os próprios proprietários incentivavam a vinda dos camponeses portugueses, italianos, espanhóis e alemães, assinando os contratos ainda na Europa. Esses países passavam por lutas internas e pelo crescimento das indústrias, que provocavam o êxodo rural (saída em massa do campo para as cidades).

Em 1870, o Estado cuidou de formalizar, junto aos governos europeus, as condições de imigração para o trabalho nas lavouras brasileiras, melhorando as condições de trabalho dos milhares de imigrantes. Além disso, a proibição do tráfico de escravos liberou um volume de capital, até então envolvido apenas com o comércio negreiro. Parte deste dinheiro foi para o investimento na expansão do café, a outra parte se destinou aos empreendimentos comerciais e industriais.

Por volta de 1880, graças a esses capitais, foram criadas sociedades, companhias e empresas comerciais e industriais. São fábricas, ferrovias, bancos, iluminação urbana, telégrafo, enfim os grandes centros estavam se transformando no que são hoje.Nasce uma nova classe além dos barões do café, os empreendedores e industriais. O nome de Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá era o de maior destaque. Ele foi um dos primeiros a perceber que a união dos capitais deslocados com a proibição do tráfico, poderia e deveria alimentar as forças produtivas do país. Mauá dominou sua época, ele foi industrial, banqueiro, político e diplomata.

A era Mauá, como ficou conhecida a expansão cafeeira no Brasil, trouxe a modernização para os grandes centros do País, como a inauguração, no Rio de Janeiro, da iluminação a gás e o abastecimento de água. Essa expansão se estende até os anos de 1900.